Músico tatuou 120 nomes de fãs no braço

Músico tatuou 120 nomes de fãs no braço

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Até hoje nunca tinha ouvido falar do músico Robb Nash, mas ele parece ser beeeemmm popular no Canadá, fazendo muitos shows beneficentes em escolas e presídios. Num estilo que lembra o The Smashing Pumpkins, com efeito Renato Russo e Legião Urbana em sua época para a juventude, tem entre seus fãs inúmeros adolescentes depressivos e com tendências suicidas. E é aqui que essa história começa a ficar legal.

Nash passou a receber os bilhetes suicidas de fãs, e alguns comentavam sobre as tatuagens com letras de suas canções. E decidiu fazer alguma coisa para ajudá-los. Na tentativa de mostrar a esses adolescentes que eles não estão sozinhos e evitar assim suas mortes, Nash tatuou em seu braço direito as assinaturas das 120 primeiras cartas suicidas que recebeu. Ele diz já ter recebido mais de 500.

Durante a sessão de tatuagem Nash estava acompanhado de Taylor Bowman, uma das jovens que entregou uma carta ao músico. Ela pensou no suicídio há mais ou menos de quatro anos, com a ajuda de Nash conseguiu se recuperar e hoje o ajuda a encontrar nas redes sociais adolescentes que passam por situações semelhantes. “É bem louco. Só de saber que eu sou tão importante… é incrível“, diz Taylor sobre ter seu nome agora tatuado no braço de seu ídolo.

Nash no estúdio tatuando os nomes de 120 fãs em seu braço (foto: reprodução/facebook)

Nash no estúdio tatuando os nomes de 120 fãs em seu braço (foto: reprodução/facebook)

imagem do post de Nash divulgando a atitude para tentar ajudar jovens suicidas (foto: reprodução/facebook)

imagem do post de Nash divulgando a atitude para tentar ajudar jovens suicidas (foto: reprodução/facebook)

Taylor Bowman acompanhou Robb Nash na sessão de tatuagem (foto: reprodução/twitter)

Taylor Bowman acompanhou Robb Nash na sessão de tatuagem (foto: reprodução/twitter)

O post de Nash no Facebook publicado há mais de três semanas segue ganhando espaço na imprensa do mundo todo. Nele o músico canadense explica o que levou a fazer as tatuagens: “Por anos eu fique impressionado com as pessoas que tatuaram as letras das minhas músicas. Depois de pensar muito sobre isso, decidi tatuar no braço as assinaturas das primeiras 120 cartas que me deram. (Elas fazem parte da minha vida como eu faço das delas.) Todos os dias que eu encontro pessoas suicidas, elas sempre dizem que se sentem solitárias… que ninguém se sinta assim. Minha esperança é que, nestes momentos, eu possa mostrar meu braço a elas para que elas possam ver inúmeras outras pessoas que se já se sentiram da mesma forma e conseguiram reunir forças para procurar ajuda e seguir seus caminhos“.

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