Tattoo x Religiões — O que diz o Kardecismo?

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Na série Tattoos versus Religiões já pesquisamos sobre o que pensam evangélicos, judeusbudistascatólicos, muçulmanos e hindus. Faltaram as religiões espíritas, que creem na reencarnação como o kardecismo e as de matriz africana. Hoje nossa pesquisa é sobre a doutrina espírita (forma como os kardecistas definem seu conjunto de ensinamentos).

tattoo

Não é segredo para ninguém —  e o próprio nome remete a isso — que o espiritismo se ocupa mais do espírito do que do corpo, do que é material. E segundo sua doutrina não há restrições ou proibições, apenas orientações, onde são observados prós e contras e cada um é livre para decidir o que melhor lhe convém. Dizem primar pelo livre arbítrio, orientando apenas o cuidado com o corpo físico. “Certas atitudes são verdadeiras agressões que, muitas vezes, ferem a parte adornada, causando danos irreversíveis ao corpo físico“.

Sobre tatuagens e piercings diz a doutrina espírita que deve imperar o bom senso para não impor mais sofrimento do que já foi escolhido ou está destinado a cada um durante essa passagem pela vida e, segundo eles, não é a tatuagem que define o caráter da pessoa. Mas, eles chamam a atenção para o que entendem por desenhos funestos ou sensuais ou ainda linguagem chula que poderão ser formadores de preconceito além de atrair espíritos funestos ou sensualistas que marcarão seu desenvolvimento espiritual que a pessoa levará consigo após sua desencarnação (morte).

A arma principal dos kardecistas é o esclarecimento. “Proibir nunca. Respeitar sempre”. No livro Dias Gloriosos usado pela doutrina diz: “Todo corpo físico merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento.” (Joana de Ângelis)

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