Tattoo versus religiões

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Tattoo versus religiões. Há de fato a proibição ou condenação de religiões sobre tattoos? Quais condenam? Quais aprovam? Quais adotam como prática, rito? Estamos pesquisando como se posicionam as religiões sobre tatuar o corpo e nesse primeiro post partimos da religião evangélica tão polêmica em seus posicionamentos sobre outros temas como diversidade religiosa, homossexualidade, aborto, etc. Entre os evangélicos dois pastores bastante conhecidos assumiram posicionamento claro e divergente sobre piercings e tatuagens.

tattoo versus religiões

Edir Macedo, líder da IURD

Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), escreveu em seu blog em novembro de 2011 respondendo se “tatuagem é de Deus” e condenou, dizendo que elas (tatuagens) ferem princípios bíblicos, lembrou que a prática de fazer figuras no corpo foi desenvolvida por povos pagãos e que a inspiração para elas “foi e é satânica”. Macedo citou os versículos 51 e 52 onde, segundo ele, Deus diz que é para destruir as pedras com figuras. “Ora, se Deus mandou destruir as pedras com figuras, por que Ele permitiria que figuras pudessem ser gravadas no corpo humano, que é o templo do Seu Espírito?”, questionou o bispo. Sua posição a respeito de tatuagem fica mais clara no final do texto: “A meu ver, tatuar é querer parecer com os filhos de Baal. Os filhos de Deus não devem jamais querer imitá-los, mesmo que isso contrarie as regras deste mundo podre.”

Silas Malafaia, bispo da Assembleia de Deus, em episódio do programa Verdade Gospel respondeu a um internauta que questionou se piercings e tatuagens são condenados pela Bíblia, dizendo que não. Malafaia diz que não há porque usar o Velho Testamento como regra para o Novo. “Eu aprendi um princípio que Paulo cita duas vezes em suas cartas: Tudo me é lícito mas nem tudo me convém”. Para o líder assembleiano não há respaldo bíblico para condenar tatuagens e piercings. “Isso é costume social”, diz ele que fala que acredita que as pessoas condenam a prática por não gostarem delas e não por terem base bíblica para dizer que é pecado usá-las.

Aguardem os próximos posts dessa série.

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